Delação Premiada - Basta não ser ladrão (Artigo) Por José Maria
Opinião

Artigo: Delação Premiada – Basta não ser ladrão

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STF fortalece a delação premiada — a espada de Dâmocles. Por que a bandidagem, como o outrora respeitado LULA DA SILVA, tem pavor deste bem-vindo e bem-aventurado Instituto Delação Premiada? Por que o EXORCISMO da delação? Se é bandido, isso por si somente se justifica. Há os reconhecidamente marginais, mas que ainda lhes faltam o pijaminha de presidiário e sua suíte de 6m2 (celinha): Lula e Dilma e Temer e Aécio e cia. A decisão do STF (8 a 3), fortalecendo a delação, caiu como uma espada afiada sobre a corja política, a espada de Dâmocles — o fio se partiu e ela desceu sobre a cabeça dos corruptos. Dos votos vencidos: 1) Lewandowski participou daquela sujeira no Senado, Dilma não perdendo seus direitos políticos e assim livre para nos fazer raiva na vida pública. 2) Marco Aurélio, vez por outra, vem com suas pérolas: chegou a dizer que o STF poderia rever o impeachment da anta, ignorando assim noções elementares do Direito como disse um colega seu. 3) O outro, tão sumo, que merece um parágrafo, imortal que é.

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“Estou farto de minha sabedoria. Como a abelha que juntou demasiado mel, quero doar e distribuir. Por isso devo baixar às profundezas”, Zaratustra, o homem de Nietzsche, que veio aniquilar a ralé (nós) e construir um novo homem. “Deus está morto”, dizia. Que outro estaria na igualdade de Zaratustra? Sim, Gilmar Mendes. Se vivo, e resolvesse reescrever sua obra, Nietzsche poderia se valer tanto de Zaratustra da Pérsia quanto de Gilmar Mendes, Brasil. O fim de Nietzsche foi o hospício. Se de um mal adquirido ou porque taxativamente afirmava “Deus está morto”, com isso querendo-LHE o lugar, cada um que conclua. Mas, como Gilmar Mendes não levita uma pulga do chão e sua merda deve feder tanto quanto à nossa, voltemos a ele, nosso doido. Amigo dos “Amigos do alheio”, se pode dizer dele. TSE e a absolvição de Temer e outras tantas posições comprometedoras cabalmente dizem isso. Um esdrúxulo, a figura, que o é também na imagem.

Por figurar nas contas do passivo do Brasil e da sociedade, o poluído Gilmar Mendes merece algumas linhas. Daquele ‘Julgamento’ no TSE com a IMPUNIDADE saindo às gargalhadas, tudo é nada para entendê-lo. Doeu vê-los — dignitários e impolutos Herman Benjamin e Luiz Fux e Rosa Weber — constrangidos ante a atuação de Zaratustra, ele e suas marionetes. Circo, ou Comédia, ou Ópera-bufa, e o TSE se enquadra perfeitamente, Gilmar Mendes trazendo à lembrança o ator americano Edgar Bergen, um dos grandes ventríloquos da história, o do filme “COMO É BOM SE DIVERTIR” — foto de Gilmar Mendes rindo e não haveria melhor tiragem. Uma diversão para Gilmar àquele julgamento, sem graça nenhuma para o Brasil, por certo. “A modéstia às favas”, manda Gilmar Mendes. Quanta humildade! Narcisista que (pela grandeza) nem em um Oceano se afogaria, quando o da mitologia grega se afogou em um riacho. Gilmar ataca a PGR, Procuradores, Promotores, a PF, a Lava-Jato, a Delação, o Moro, seus Colegas — ninguém escapa à sanha do perfeito Zaratustra, pregador da destruição de tudo e que venham um novo homem e um novo mundo.

Outra: o Direito à margem e a função jurisdicional vai para o espaço. Atentar sempre para o lado político em detrimento das leis e da Justiça, o que se tem é essa esculhambação institucionalizada. Zaratustra aqui é exemplar. Sua verborragia irritante e histérica tem se ancorado em sofismas e historinhas infantis de Monteiro Lobato — somos todos imbecis, certamente. ASSIM PENSA ZARATUSTRA.

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Na posição de ‘Geni’ (Chico Buarque) é colocada a Delação Premiada, e por muitos, notadamente por defensores do INDEFENSÁVEL, querendo ganhar no grito e no tapetão causa perdida. Ora falam que os delatores são chantageados e até sofrem tortura psicológica, numa posição de suas defesas; depois, que não merecem credibilidade, tão somente visando redução de pena e outros benefícios, os atacando. Como bosta na água, os críticos da delação ficam ao sabor das intempéries desprezando o bom Direito. O perdão judicial (Joesley) está previsto na Lei da Delação, qual o problema? Então, que se mude a lei. Nós pagamos impostos sem retorno, e isso é bom? O que pesa mais para o Brasil: um Joesley impune, ou um Temer e o resto da gangue política gozando da nossa cara? E não são estes que deram existência a Joesleys da vida? É um mal, a delação? Que seja. Como diz àquele provérbio português: “Dos males, o menor”.                       

O Brasil e a sociedade ganhamos com essa decisão do STF. Revisão do acordo somente pelo não cumprimento do acertado com o MP (vitorioso): omissão de fatos e faltar com a verdade. “Ninguém que agasalhar a ilegalidade”, Janot. O julgamento também dissipou o que se temia: o caos jurídico. Por fim, é de se perguntar: o leitor amigo tem medo de delação? O Papa Francisco tem? E as irmãs da Caridade Beneditinas? E não temos por quê? Não fazemos parte de Organização Criminosa. Quem não quiser ser alcançado pela delação premiada, é simples: BASTA NÃO SER LADRÃO.

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Por José Maria

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